segunda-feira, 1 de junho de 2009

Conversão do Jazz Bass para fretless

Esse Jazz Bass foi trazido pra cá pra ser "fretlessado". Usei uma folha fina de PVC e cola pra preencher as cavidades. A escala tinha friso, então a folha precisava ser cortada no tamanho exato. Aqui vocês podem ver as etapas de colocação e corte da folha, acabamento e a escala antes e depois da hidratação.






Bills Brothers Les Paul Custom

Olha só que legal: semana passada troquei os trastes da Les Paul do post anterior.

Nas fotos vocês podem ver a escala antes de ser tratada e partes do processo de instalação e acabamento dos trastes.

E, como sempre, afirmo: trocar trastes de uma guitarra com braço colado e friso na lateral do braço é serviço de corno. Mas a guitarra ficou sensacional!







sábado, 9 de maio de 2009

Bills Brothers Les Paul Custom

Carlos Pollaco (vulgo Capo) é cliente da casa e é também o dono daquela Strat Custom que foi o primeiro post desse blog. A primeira guitarra que ele trouxe aqui foi esse instrumento primoroso e muito raro. É uma Les Paul Custom Bills Brothers. Trata-se provavelmente da melhor Les Paul que eu já toquei. Ela é uma guitarra pesada, mas o peso extra é compensado por um visual absurdo e um timbre excepcional.

A guitarra veio de fábrica com uns captadores bem ruinzinhos que o Capo depois preferiu trocar por Seymour. Capo depois trocou por EMG ao virar um fã do Zakk Wilde. A regulagem de sua preferência inclui cordas 0.11 passando por cima do cordal e ação média.

Capo mora muito perto da praia, então seus instrumentos precisam de manutenção constante. Além da revisão normal e troca de cordas a guitarra passou por um arredodamento e polimento dos trastes. Em breve nós vamos instalar os Dunlop 6000.




terça-feira, 28 de abril de 2009

Guitarra Washburn

Esta é a Washburn do Pedro Otávio, guitarrista da banda Mafalda Morfina. Já fazia um bom tempo que ele planejava uma reforma na guitarra, pois os trastes estavam muito gostos, a eletrônica estava dando vários problemas e a ponte estava estragada.

Ele mesmo trocou a ponte em casa e trouxe a guitarra pra refazer a eletrônica (trocando a chave, potenciômetros e o captador do meio por um Sérgio Rosar Vintage Hot) e trocar os trastes. 

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Fender Eric Johnson Signature


Essa guitarra me deu um trabalho danado. Ela pertence ao Eduardo e ele comprou a guitarra usada nos EUA. Ele a trouxe aqui para troca de trastes. Nada de anormal, a não ser pelo fato de que escalas claras têm o verniz (que pode ser danificado durante o trabalho de troca de trastes) e pelo fato do verniz ter sido aplicado POR CIMA dos trastes originais (vejam nas fotos). O problema disso é o risco que se corre de arrancar pedaços do verniz quando se retira os trastes. Tomei os devidos cuidados pra preservar o verniz e usei as ferramentas adequadas pra isso. A escala estava muito suja e judiada, com alguns pontos do verniz já arrancados. Mas é claro que eu não queria deixá-la mais judiada ainda, então tomei cuidado pra não piorar a situação. Os cuidados necessários precisam ser redobrados.


Mas retirar os trastes com verniz aplicado por cima sem danificar a escala é só metade do trabalho. Eu sei que alguns luthiers preferem lixar o verniz da escala, colocar os trastes novos e depois envernizar novamente, mas eu não quis fazer isso. Foi aí que meu lado McGyver aflorou: coloquei os trastes novos (Dunlop 6105) e resolvi fazer o acabamento lateral com as limas sem encostar no verniz. É mais ou menos como se você quisesse pintar o seu cabelo sem que a tinta escorresse pra pele da sua cabeça. Dá trabalho, mas preferi fazer assim e preservar o verniz original. Em seguida eu fiz um polimento nos trastes, montei a guitarra e fiz a regulagem. 















quarta-feira, 25 de março de 2009

Tagima Edu Ardanuy

Essa Tagima Edu Ardanuy pertence a um guitarrista e professor daqui de Fortal City chamado Alderley Rocha. Ela recebeu a guitarra desmontada e a trouxe pra fazer a regulagem e montagem da eletrônica. Ele colocou um PAF Pro no braço, HS2 no meio e Tone Zone na ponte.

Eu adoro o Tone Zone em guitarras agudas como essa e gosto mais ainda do braço escalopado. E repito: a floyd da Gotoh é melhor que a Floyd original.


terça-feira, 10 de março de 2009

Ibanez JS 1000

Essa guitarra pertence ao Valberto Rodrigues, que é meu cliente há um bom tempo e trouxe dos EUA essa JS pra ele. Valberto sempre traz suas guitarras pra manutenção de rotina.

Essa JS é instrumento é fantástico. É um pouco estranho tocar nela pela primeira vez por causa do formato do corpo, que é todo ovalado. Isso faz com que a guitarra pareça ser escorregadia, mas isso é questão de costume.

 


O shape do braço é magnífico e muito confortável. Ele realmente lembra shapes Fender, portanto não espere um shape achatado feito o das Jem. A floyd funciona perfeitamente e os timbres são bem legais, mas o visual da guitarra é o que mais me chama atenção. 

Três observações: o tróculo da guitarra não permite acesso fácil às casas agudas – não custava nada os caras fazerem o tróculo igual ao da Ibanez Steve Vai. O raio da escala é de 10 polegadas e isso não permite regulagens com ação muito baixa de cordas. Além disso, os trastes são pequenos e a tocabilidade pode ficar um pouco dura. 

Eu li uma longa entrevista do Satriani falando sobre a JS e ele falou que a idéia dele era aliar uma pegada de braço mais vintage a uma plataforma corpo-ponte-captação mais moderna. Dentro desse conceito – e caso você goste dele - a JS é aprovada com louvor. Se eu pegasse uma guitarra dessas pra mim eu apenas colocaria trastes maiores e talvez achataria um pouquinho a escala. 

Resumindo: apesar de estar vinculada à imagem de fritação, a JS não é uma guitarra pra fritadores clássicos acostumados a escalas achatadas e ação “colada” de cordas. Mesmo assim eu consegui uma regulagem muito boa e o Valberto ficou muito satisfeito.