segunda-feira, 13 de maio de 2013

Guitarra Washburn

Esse post é especial pra mim. Aqui temos, numa só guitarra, absolutamente tudo que mais gosto de fazer e que faço melhor nessa profissão. Filipe Miranda, vulgo Filipetrucci, trouxe sua Washburn veterana de guerra  e cansada pra uma reforma pesada: ele pediu que eu trocasse os trastes, colocasse tarraxas e ponte novas, além de substituir absolutamente tudo na eletrônica, incluindo os captadores e que eu fizesse a blindagem. Basicamente, o Filipe quis o braço e corpo, substituindo todo o resto. O orçamento não foi exatamente barato, mas chegamos à conclusão que valia muito a pena. A guitarra tinha madeiras muito boas (mogno + maple no corpo, maple + rosewood no braço), shape de braço ótimo, era muito bonita e tinha muito valor sentimental pro dono. 

O trabalho começou pelo braço e de cara ficou mais complicado que o previsto. Na desmontagem, quando fui conferir o estado da escala, descobri que o tensor estava quebrado. Isso explica a péssima ação de cordas da guitarra antes. Troca de tensor não é exatamente uma coisa difícil, mas tenho visto luthier que faz cada barbaridade por aí que me causa náusea. Eu separo escala e braço sem causar danos a nenhum dos dois, em poucos minutos, sem dor de cabeça, sem fazer força alguma e e garantindo que depois vou fazer a colagem perfeita no exato mesmo ponto que antes. Lamentável que se use um tensor tão vagabundo numa guitarra bacana dessas. Veja as fotos e confira que era apenas uma barra de metal tosca, um recurso antiquado e pouco confiável, além de não ser de ação dupla. Vejam as fotos das partes descoladas, o tensor quebrado retirado e o tensor novo no lugar antes de eu colar as partes novamente. Feito isso, limpei os resquícios de cola, retirei os trastes antigos, corrigi as irregularidades da escala, fiz um raio composto (12 polegadas no começo achatando pra 16 no final) e coloquei trastes Stew Mac 150 e escolhemos tarraxas Wilkinson. 

No corpo, após desmontagem completa, comecei fazendo a blindagem. Apesar da configuração HSH, o Filipe não usa o single do meio, então ele foi desativado e empurrado bem pra baixo pra sair do caminho da palheta. Coloquei uma chave de 3 posições. Na posição do meio, a chave liga somente as bobinas externas dos captadores. Usamos a floyd Graph Tech, minha preferida, pots de 500K e coloquei o treble bleeding do pot de volume. Os captadores  usados foram Rosar Punchbucker na ponte e Heartbreaker no braço - justamente os captadores que uso em quase todas as minhas guitarras com humbuckers.

Filipe ficou muito satisfeito com o resultado. Essa guitarra se tornou meio que um "compêndio" do que se faz de melhor aqui na minha sala.

  


















segunda-feira, 6 de maio de 2013

Fender American Vintage 56

Essa strato pertence ao Jade Ciribelli e ela já havia sido trazida aqui antes pra manutenção de rotina, mas dessa vez o trabalho foi um pouco mais delicado. A missão era arrancar essa blindagem que você vê aí na primeira foto, fazer uma blindagem digna (segunda foto), instalar um treble bleeding, colocar os trastes Stew Mac 150, remontar e regular a guitarra com D'addario 0.11.

Eu gosto bastante de trocar trastes de guitarras com escala clara. Eu nunca refaço o acabamento da escala. O desafio está em retirar os trastes antigos sem afetar o verniz, uma vez que a imensa maioria das guitarras recebe o verniz depois da instalação dos trastes, o que resulta naquela camada feiosa ao longo do traste.

Eu gosto muito dessa strato por causa do timbre e da pegada do braço. É um soft V muito agradável. O problema é o abaulamento da escala, que é 7,25 polegadas. 











sábado, 20 de abril de 2013

ESP Horizon


Jaime Ortiz Gutierrez é o colombiano mais nordestino que existe e trouxe sua ESP pra fazer uma pequena reforma comigo. Jaime fez o que várias pessoas de outros estados têm feito com frequência: trazem instrumentos pra eu trabalhar enquanto passam um fim de semana de férias em Fortaleza com a namorada ou amigos. Mário Barros, o dono da PRS do post anterior, passou um fim de semana curtindo o Fortal (famosa micareta aqui da minha cidade) enquanto eu trabalhava nas suas guitarras.

Nessa ESP, Jaime pediu que eu fizesse a blindagem, colocasse trastes Jescar inox, cordas Ernie Ball 0.10-0.52 e instalasse o par de captadores Bare Knuckle Warpig. Guitarras ESP quase sempre são bons instrumentos - essa guitarra estava com a escala quase perfeita. Infelizmente eu não posso dizer o mesmo das Gibson que aparecem por aqui. Conclusão: esses japoneses são f***s demais!

Eu tenho um amp bem simples aqui na luthieria pra testar as guitarras (os amps realmente bons ficam em casa). Fiquei com muita vontade de plugar a ESP nos meus amps pra ver como soa a guitarra com os Bare, mas não deu. Fiquei impressionado com o visual dos captadores, que eu acho que ficaram bonitos na guitarra.





sexta-feira, 5 de abril de 2013

PRS Custom 24


Mário Gomes veio de Alagoas trazer dois instrumentos pra regulagem. Essa Custom talvez seja a mais bonita que eu já vi. 

Além da regulagem e troca de cordas, troquei também a chave seletora, que havia quebrado por alguma pancada. Essa Custom é da série mais moderna, com uma chave seletora de 5 posições tipo strato (a série mais antiga também tem chave de 5 posições, mas rotatória). Não é exatamente uma chave igual à de uma strato, mas uma multipólos. meio difícil de se encontrar. Por sorte, eu ainda tinha aqui duas dessas que comprei na Stew Mac.






segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Fender Joe Strummer Telecaster

Uma tele heavy relic signature de um ícone do punk rock. Uma guitarra que não é muito cara, com um bom shape de braço e timbres legais. Rafael Magoo a trouxe pra resolver um dos pontos fracos das Fender que  é o entrastamento. Usei Stew Mac 150, D'addario 0.11 e a ação não pôde ficar muito baixa por causa do abaulamento acentuado da escala. 

O bom de uma guitarra heavy relic é que a gente desce a mão sem dó e leva pra qualquer gig sem muita preocupação se a guitarra vai ser arranhada ou se vai levar alguma pancada. :-)








quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

PRS Santana SE

Fiz nessa guitarra do Cícero do Vale praticamente a mesma coisa que fiz nas duas PRS do vídeo: abaulamento composto, blindagem, coloquei trastes Stew Mac 150, pestana Graph Tech e cordas D'addario 0.11. Essa guitarra tem uma qualidade impressionante.






terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Mudança!


Minha gente, agora é oficial: minha luthieria agora está funcionando no estúdio do Moises Veloso, o Mv Estudios. O endereço (que todo mundo dessa cidade já sabe) é rua Francisco Holanda, 638 (quase esquina com Oswaldo Cruz), no bairro Dionísio Torres. Clique aqui para conferir a nossa localização.

Agora você não vai mais ter problema com estacionamento pq aqui nós temos uma garagem imensa. Além do mais, o estúdio tem salas de ensaio e gravação. Você pode agendar um horário comigo e já vai ensaiar com seu instrumento regulado e com cordas novas. 

O espaço é maior e mais confortável. Só o Rafael Gomes que é o mesmo. :-)