quarta-feira, 1 de abril de 2009

Fender Eric Johnson Signature


Essa guitarra me deu um trabalho danado. Ela pertence ao Eduardo e ele comprou a guitarra usada nos EUA. Ele a trouxe aqui para troca de trastes. Nada de anormal, a não ser pelo fato de que escalas claras têm o verniz (que pode ser danificado durante o trabalho de troca de trastes) e pelo fato do verniz ter sido aplicado POR CIMA dos trastes originais (vejam nas fotos). O problema disso é o risco que se corre de arrancar pedaços do verniz quando se retira os trastes. Tomei os devidos cuidados pra preservar o verniz e usei as ferramentas adequadas pra isso. A escala estava muito suja e judiada, com alguns pontos do verniz já arrancados. Mas é claro que eu não queria deixá-la mais judiada ainda, então tomei cuidado pra não piorar a situação. Os cuidados necessários precisam ser redobrados.


Mas retirar os trastes com verniz aplicado por cima sem danificar a escala é só metade do trabalho. Eu sei que alguns luthiers preferem lixar o verniz da escala, colocar os trastes novos e depois envernizar novamente, mas eu não quis fazer isso. Foi aí que meu lado McGyver aflorou: coloquei os trastes novos (Dunlop 6105) e resolvi fazer o acabamento lateral com as limas sem encostar no verniz. É mais ou menos como se você quisesse pintar o seu cabelo sem que a tinta escorresse pra pele da sua cabeça. Dá trabalho, mas preferi fazer assim e preservar o verniz original. Em seguida eu fiz um polimento nos trastes, montei a guitarra e fiz a regulagem. 















9 comentários:

Gabriel Oliveira disse...

Isso é Fender mesmo? Na última foto o logo parece colado no headstock :P

Gabriel Oliveira disse...

Isso é Fender mesmo? Na última foto o logo parece colado no headstock :P

Rafael Gomes disse...

Toda logo Fender é colada no headstock, só q por baixo do verniz. Na maioria das guitarras a logo é finíssina, o q dá a impressão de ser pintada.

Richel disse...

Verniz por cima dos trastes numa Fender... A outra - YJM - com potenciômetros de 250K com captadores HS-3 e YJM. Bom, o velho Leo deve ter se revirado da cova.

Um abração.

Edgar Berlinck disse...

Como o amigo já citou, o logo da Fender está muito tosco, dá pra ver claramente o contorno...

Mesmo assim vc foi ninja pra trocar esses trastes.

¢az. disse...

McGyver mesmo. :D

Anônimo disse...

cara, parabéns! eu tenho uma strato eric johnson e ela realmente é assim mesmo, o verniz foi feito com os trastes já na escala, e portanto parece q o traste e a escala sao uma coisa só. E pra quem ainda nao sabe, o logo é colado sim, em todas as stratos. Seguinte, procurei e nada de achar um luthier decente que faça o retrastejamento da minha EJ sem machucar ou tirar o verniz do braço, todos eles um bando de incompetentes. Vc tem oficina, é em sampa?

Pimp disse...

O logo é assim mesmo. Parece um adesivo colado.
Tenho uma e também fiquei com a dúvida, mas entrei em contato com a fender perguntando se estava certo e eles afirmaram que é assim mesmo.
Se o logo não tiver assim, aí amigo, sinto te informar, mas a guita não é verdadeira...

Assis carvalho disse...

Em relação aos potenciômetros de 250k quem disse que tem regras, depende muito do gosto do guitarrista, se ele que um som equilibrado e com mais ou menos agudos, o Leo Fender não se revirou na cova não, e os caras da fender não fumaram nenhum bagulho ao colocar na Fender Yngwie Malmsteen potenciomentros de 250k, Malmsteen usa a exceletíssima Fender dele com pots de 250k sim...justamente porque aquela guitarra pelo fato do corpo ser em Alder e o braço com madeira clara em maple e ainda a pestana de bronze(metal), o som dela tende a ficar mais brilhoso e extridente que o normal, e sendo assim o mestre usa pots de 250k, inclusive tenho a mais nova fender Yngwie modelo 2010 com todas as novas modificações de Malmsteen e ela ainda vem com pots de 250k, mandei um e-mail para fender sobre isso e eles disseram tudo isso que eu citei acima....