


Rafael Gomes Luthieria
Essa SG foi trazida pra revisão, troca de cordas e instalação de um Lollar Imperial no braço. A guitarra regulou muito bem e a ação de cordas ficou ótima.
No entanto, quanto mais o tempo passa menos eu entendo qual é a diferença entre os instrumentos da Gibson e da Epiphone. Será que são só os captadores? Será que é o hardware? Será que é o acabamento em nitro? Seja qual for, é muito pouco pra justificar a diferença monstrousa de preço. A guitarra não é ruim, pelo contrário (e é até bem elogiável a elegância da montagem da eletrônica, conforme você pode ver na foto), mas você pode comprar uma guitarra tão boa quanto essa com um terço do que se paga pela Gibson. O que se vê aqui é uma guitarra caríssima que sequer é blindada, um trabalho de trastes extremamente porco e amador (com esses filetes laterais cortados com estilete) e um péssimo lixamento e polimento da pintura na região de encontro do corpo com o braço. Deixei até a terceira foto em qualidade bem alta pra vocês verem o que estou falando. Nada disso faz dessa guitarra um instrumento ruim, mas não são defeitos que não se espera encontrar num instrumento que custa 1300 dólares nos EUA (o dono comprou no Brasil e foi muito mais caro).
Fala-se muito mal dos instrumentos coreanos, mas você não vai encontrar essas falhas de acabamento nem nas Condor mais baratinhas.
Feita com sucata, essa guitarra foi um experimento com pintura que deu errado. Já o sacrifício nas labaredas do rock’n roll foi um experimento que deu certo. A história da Soraya pode ser lida no seu profile do Orkut.
Não se sabe qual a madeira usada no corpo, mas o braço é em marfim com escala escalopada. A guitarra é muito leve. Os trastes que usei foram Dunlop 6000. A ponte e tarraxas são Wilkinson (que por sinal são muito boas). A eletrônica é comum. Uso cordas 0.11 e não tenho preferência por marca.
Essas de fotos são pra celebrar um momento muito feliz: finalmente os captadores de telecaster de ponte Rosar estão disponíveis e os dois primeiros que eu recebi foram o King Mid T (que foi instalado na Soraya) e o meu modelo signature, o RG1 T. Os captadores estão com um acabamento fabuloso e os timbres poderão ser conferidos em breve no Youtube. O captador de braço usado na Soraya passou a ser um dos primerios RG1 em versão normal que foram fabricados
1- Cliquem nas fotos do blog para vê-las em tamanho maior;
2- Eu sou radicalmente contra gambiarra de qualquer natureza. Todo o meu trabalho é feito usando as melhores peças, ferramentas específicas e muito bom senso. O resultado prático é impecável e o acabamento também. Exija seus direitos como consumidor e procure um profissional sério. NÃO ACEITE RESULTADOS RUINS;
3- Visitem os arquivos. Tá cheio de coisa legal por lá;
4- Sim, eu sou o Rafael Gomes do Zona do Humbucker. Sim, eu sou o mesmo Rafael Gomes que desenvolve captadores com o Sérgio Rosar;
5- Minha sala fica no bairro Dionísio Torres. Entre em contato pra saber o endereço;
6- Entrar em contato comigo é fácil. Ligue (85) 98811-0211 ou 99992-6681. O Oi é também WhatsApp. Eu estou no Facebook. Meu e-mail é gomesoldman@gmail.com. Ligue, mande mensagem, mande e-mail, comente no blog, dê um grito ou um sinal de fumaça. Você é bem vindo.