segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Fender SRV

Meu bom camarada piauiense André de Sousa é um dos melhores blues-rockers que já tive o prazer de ouvir. Ele já havia trazido sua SRV aqui na minha sala pra um refret há uns 3 anos atrás, mas ela precisou de outro agora. O André e sua esposa sofreram um acidente de carro e se feriram, mas felizmente estão se recuperando bem. Um violão Martin que estava no carro não teve a mesma sorte e foi completamente despedaçado. A SRV teve seu braço arrancado e os trastes foram muito judiados pq as cordas foram prensadas contra eles. 

As fotos mostram o resultado final. Foi necessário um reparo cuidadoso no neck joint e usei trastes Stew Mac 150. Tive que cuidar bem da escala pq ela sofreu alguns danos superficiais. As cordas usadas foram D'addario 0.11.










terça-feira, 6 de agosto de 2013

Gibson Explorer Standard

Eu sei, eu tô sumido. Tenho me dedicado mais à minha primeira profissão e também ao esporte, então tenho passado menos tempo na luthieria por causa da clínica e dos treinos. 

Mas eis a minha Explorer que eu prometi postar. Comprei essa guitarra do Hugo Lage e demorei semanas pra terminar o que eu queria fazer por causa daquela preguiça citada no post anterior. A Explorer e a Flying V são as Gibson que eu mais gosto de tocar por causa do conforto ao tocá-las em pé. Até acho engraçado pq são guitarras muito grandes e eu sou um cara pequeno. A primeira coisa foi me livrar do entrastamento porco que a Gibson costuma fazer. Usei trastes Jescar de aço inox. Me livrei da pestana ruim e instalei uma Graph Tech. Fiz a blindagem e estou querendo trocar os captadores. Não gostei muito desses originais pq têm um ganho tão alto e tão entupido de médio que o som fica quase caricato, especialmente o captador da ponte. 











sábado, 8 de junho de 2013

Fender American Standard Telecaster

Casa de ferreiro, espeto de pau (parte 1)


Dois anos depois de ter comprado a guitarra do Cláudio Braun, terminei a reforma na minha tele. Trabalho muito rápido nas guitarras de vocês, mas sempre demoro uma eternidade pra terminar as minhas. Blindo num dia, troco os captadores dois meses depois, troco as tarraxas seis meses depois, só depois de um ano eu troco os trastes... Acho que não tenho muita pressa em fazer as coisas quando não vou ser pago no final.  :-)


Eu já havia postado essa guitarra aqui, mas não tinha feito nem metade do que eu queria fazer nela. Coloquei tarraxas Fender com trava, tirei os Dunlop 6000 que havia colocado antes, fiz uma escala de raio composto (10-16), coloquei trastes de aço inox, blinde e instalei um trio de stacks Dimarzio (Area Hot T na ponte, 54 Pro no meio e Area T no braço). Eu gostei da configuração clássica de tele, mas um amigo meu me recomendou que eu testasse um single de strato no meio e os sons intermediários da chave seletora ficaram bons demais.

No próximo post eu vou mostrar a Gibson Explorer que eu comprei do Hugo Lage.













sábado, 1 de junho de 2013

Music Man Sting Ray

Darth Vader style! O baixo mais sombrio ever! Music Man Sting Ray preto fosco pertencente ao Lucas Cavalcante, que foi devidamente regulado com Elixir 0.45 e ação de cordas bem baixa. Até os parafusos são pretos. Achei genial!








sábado, 25 de maio de 2013

Fender Tele American Special

Richard Wagner (que felizmente não é o mesmo que teve aquela treta com o Nietzsche) já havia trazido uma GIbson pra regulagem e blindagem e acabou trazendo essa tele pra fazer a mesma coisa. Ficou bastante silenciosa e com uma boa ação de cordas. Usei D'addario 0.10.










segunda-feira, 13 de maio de 2013

Guitarra Washburn

Esse post é especial pra mim. Aqui temos, numa só guitarra, absolutamente tudo que mais gosto de fazer e que faço melhor nessa profissão. Filipe Miranda, vulgo Filipetrucci, trouxe sua Washburn veterana de guerra  e cansada pra uma reforma pesada: ele pediu que eu trocasse os trastes, colocasse tarraxas e ponte novas, além de substituir absolutamente tudo na eletrônica, incluindo os captadores e que eu fizesse a blindagem. Basicamente, o Filipe quis o braço e corpo, substituindo todo o resto. O orçamento não foi exatamente barato, mas chegamos à conclusão que valia muito a pena. A guitarra tinha madeiras muito boas (mogno + maple no corpo, maple + rosewood no braço), shape de braço ótimo, era muito bonita e tinha muito valor sentimental pro dono. 

O trabalho começou pelo braço e de cara ficou mais complicado que o previsto. Na desmontagem, quando fui conferir o estado da escala, descobri que o tensor estava quebrado. Isso explica a péssima ação de cordas da guitarra antes. Troca de tensor não é exatamente uma coisa difícil, mas tenho visto luthier que faz cada barbaridade por aí que me causa náusea. Eu separo escala e braço sem causar danos a nenhum dos dois, em poucos minutos, sem dor de cabeça, sem fazer força alguma e e garantindo que depois vou fazer a colagem perfeita no exato mesmo ponto que antes. Lamentável que se use um tensor tão vagabundo numa guitarra bacana dessas. Veja as fotos e confira que era apenas uma barra de metal tosca, um recurso antiquado e pouco confiável, além de não ser de ação dupla. Vejam as fotos das partes descoladas, o tensor quebrado retirado e o tensor novo no lugar antes de eu colar as partes novamente. Feito isso, limpei os resquícios de cola, retirei os trastes antigos, corrigi as irregularidades da escala, fiz um raio composto (12 polegadas no começo achatando pra 16 no final) e coloquei trastes Stew Mac 150 e escolhemos tarraxas Wilkinson. 

No corpo, após desmontagem completa, comecei fazendo a blindagem. Apesar da configuração HSH, o Filipe não usa o single do meio, então ele foi desativado e empurrado bem pra baixo pra sair do caminho da palheta. Coloquei uma chave de 3 posições. Na posição do meio, a chave liga somente as bobinas externas dos captadores. Usamos a floyd Graph Tech, minha preferida, pots de 500K e coloquei o treble bleeding do pot de volume. Os captadores  usados foram Rosar Punchbucker na ponte e Heartbreaker no braço - justamente os captadores que uso em quase todas as minhas guitarras com humbuckers.

Filipe ficou muito satisfeito com o resultado. Essa guitarra se tornou meio que um "compêndio" do que se faz de melhor aqui na minha sala.